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MINÍSTRO DOS ESPORTES COMPARA ATRASO NAS OBRAS DOS ESTÁDIOS PARA COPA AO ATRASO DA "NOIVA NO CASAMENTO "

Explicar os atrasos nas obras para a Copa do Mundo de 2014 tem provocado um exercício de criatividade nas autoridades brasileiras. Aldo Rebelo, ministro do Esporte, confirmou que os seis estádios ainda em obras para o evento, e que deveriam estar prontos até 20 de dezembro, serão entregues apenas em janeiro. E fez uma analogia curiosa para explicar os contratempos no cronograma.

"Em todos os casamentos, a noiva chega atrasada. Nunca fui a um casamento em que a noiva não tivesse chegado atrasada", afirmou Rebelo ao blog O Carioca online nesta quarta-feira, na Costa do Sauípe, na Bahia, que recebe uma série de eventos que antecede o sorteio dos grupos da Copa, na sexta.

"Queremos que esses estádios sejam entregues o quanto antes para que sejam testados, e esses testes são essenciais para o evento, como aconteceu na Copa das Confederações. Se os estádios forem entregues em janeiro, o que é a hipótese mais provável, o que está prometido, teremos tempo suficiente para esses testes", completou o ministro ao blog O Carioca online.

Rebelo explicou que a data-limite de 20 de dezembro coincidiria com eventos oficiais dos governos federal e estaduais. Como após esse dia haverá uma série de festividades no país ligadas a Natal e reveillón, o prazo de entrega das obras foi estendido para janeiro.

Além da Arena Corinthians, palco da abertura da Copa e que foi abalada por conta da queda de um guindaste que vitimou dois operários na semana passada, Arena da Baixada (Curitiba), Arena Pantanal (Cuiabá), Arena das Dunas (Natal), Arena da Amazônia (Manaus) ne Beira-Rio (Porto Alegre) ainda não estão concluídas.

Incômodo com violência

Aldo Rebelo demonstrou incômodo ao ser questionado por um jornalista estrangeiro sobre o problema da violência no Brasil e o alerta que alguns países participantes da Copa fizeram sobre um possível clima de hostilidade durante o evento.

Ele disse que acha positivo o olhar atento de outras nações aos problemas locais, mas fez questão de mostrar que violência não é uma questão exclusiva do Brasil.

"Talvez nas ruas não haja a mesma segurança de uma cidade europeia, mas nos aeroportos, nas estações rodoviárias e nos metrôs as pessoas estarão mais seguras do que em qualquer lugar do mundo. Ando de avião há 40 anos e fui assaltado uma única vez, em Paris. (A atriz) Ruth Escobar morou muitos anos no Brasil, mas foi esfaqueada em Paris. Conheço pessoas que foram assaltadas no aeroporto de Londres. Aqui temos violência em vários estados, que é uma coisa deplorável e tentamos combater, ela é um dano para o nosso próprio povo. Ninguém se sente confortável com os arrastões no Rio de Janeiro, por exemplo, com assaltos a turistas, com estupros. Quando esse debate sobre violência aparece, é preciso que todas as formas de violência sejam apresentadas para que o meu país não apareça como o único com violência. Na Líbia é de um jeito, no centro de Nova York é de outro, e tudo tem de ser combatido da mesma forma", afirmou o ministro ao O Carioca online.

"Nós não estamos preocupados, queremos esse olhar, que vai revelar coisas ruins, mas vai destacar todas as coisas boas. Evidente que não estamos confortáveis com o que aconteceu com o estádio em São Paulo nem com a violência que assola o dia a dia. Não estamos confortáveis com isso, tocamos políticas para enfrentar esses fenômenos. Queremos que a imprensa veja nossas deformidades, mas ache nossas virtudes. Importante para o mundo ver que a sociedade que é marcada por diferenças também pode sorrir, com tolerância, com todas as origens étnicas", completou Rebelo ao O Carioca online.

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