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FutRetrô - A imortal seleção espanhola de 1964

Em pé: Iribar, Zoco, Olivella, Fusté, Calleja e Rivilla. Agachados: Amancio, Pereda, Marcelino, Suárez e Lapetra. /foto: site Imortais do Futebol

Grandes feitos: Campeã da Eurocopa de 1964. Conquistou o primeiro grande título da história da Seleção Espanhola de Futebol.

Time-base: José Ángel Iribar (Vicente Traín / Pepín); Feliciano Rivilla, Ferran Olivella e Isacio Calleja (Severino Reija); Ignacio Zoco e Josep Maria Fusté; Amancio Amaro, Jesús María Pereda (Pedro Zaballa), Marcelino Martínez (Enrique Collar / Luis Del Sol), Luis Suárez e Carlos Lapetra (Francisco Gento). Técnico: José Villalonga.

“Futebol, política e uma taça para a eternidade”

Madrid, outubro de 1959. Com jogadores da grandeza de Ramallets, Olivella, Segarra, Kubala, Di Stéfano, Luis Suárez e Paco Gento, a Espanha goleia a Polônia por 3 a 0 e se classifica para mais uma etapa preliminar da primeira Eurocopa da história, em 1960, que na época era seletíssima e reunia apenas as quatro melhores seleções em sua chamada “fase final”, com sede na França naquela ocasião. Com um esquadrão fantástico, os espanhóis eram um dos favoritos ao título. Mas nem chegaram a brigar por ele. Em uma interferência do general Franco, a seleção foi proibida de enfrentar seu próximo adversário, a União Soviética, num ataque direto ao regime comunista da época. Como seriam dois confrontos, dentro e fora de casa, Franco proibiu a URSS de entrar na Espanha e não permitiu que sua seleção visitasse o território comunista.

Por isso, achou melhor retirar seu plantel da competição. Foi uma judiação para com aqueles craques. Melhor para os soviéticos, que foram campeões. Quatro anos depois, a Eurocopa teria como sede a Espanha. E a mesma Espanha chegou à final para enfrentar… A URSS! Daquela vez, Franco não pôde dizer não. Teve que aceitar a vinda dos inimigos políticos até sua casa. E, com quatro anos de atraso, a Fúria conseguiu, enfim, seu primeiro título no futebol.

Num Santiago Bernabéu lotado, a equipe comandada por José Villalonga confirmou a qualidade de uma equipe que, se não tinha mais Kubala e Di Stéfano, contava com o talento de Amancio, a precisão do “arquiteto” Suárez, a segurança defensiva de Olivella e Zoco, e o oportunismo de Marcelino. Era um grande time, coeso, completo. Teve ainda Paco Gento, preterido nas finais, mas fundamental no decorrer da caminhada espanhola até a decisão.

Foi a consagração de uma equipe que ostentava há décadas o apelido de “Fúria” sem nunca ter sido campeã. Eles “jogavam como nunca e perdiam como sempre”. Mas, em 1964, a espera acabou.

FutRetrô - Recordar é Viver


Créditos: Imortais do Futebol

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