Além da amizade de mais de 30 anos, da arrogância e do gosto pela ostentação e o poder, Ricardo Teixeira e Sandro Rosell, o ex-presidente do Barcelona preso ontem pela polícia espanhola, por lavagem de dinheiro, têm algo mais que os une: a capacidade de envolver-se em negócios suspeitos. Tudo o que os dois fizeram juntos virou caso de polícia: o contrato da Nike com a CBF, alvo de uma CPI no Congresso; o amistoso Brasil x Portugal, em 2008 em Brasília, com indícios de superfaturamento; a negociação de direitos da Seleção Brasileira sem licitação ou qualquer outro critério. Além, claro, da transferência até hoje não explicada de 1,7 milhão de euros para a conta de Antônia, filha de RT, então com 11 anos. Na lista de Rossel ainda aparecem uma passagem pela fraudulenta ISL, empresa suíça de marketing, e irregularidades na transferência de Neymar para o Barcelona. Pressionados, os dois trilharam o mesmo caminho: a renúncia no Barça e na CBF. Resta saber se a ação do MP espanhol e da J...
Compromisso com a verdade