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Virou tacinha - Pobre campeonato Carioca


A Taça Guanabara chega à fase decisiva da mesma forma como começou: apequenada pela cartolagem, desprezada pelo torcedor e sem nenhuma relevância para os clubes. A decisão da Ferj de levar para Volta Redonda o clássico Flamengo x Botafogo, uma das semifinais, no fim de semana, é o clímax da desconstrução do torneio que já foi em outros tempos um dos mais charmosos do futebol brasileiro.

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Fazer um jogo como esse, fora do Rio – em que pese a indisponibilidade do Maracanã - é o reconhecimento do fracasso. Os números desastrosos explicam em parte a transferência. Enquanto o Cruzeiro registrou uma média de 40 mil torcedores nos três primeiros jogos no Mineirão, a maior do século, e o Palmeiras faturou líquidos cerca de R$ 4 milhões nos jogos como mandante, Fluminense e Macaé jogaram para 526 pagantes no sábado passado, na Baixada, e o Flamengo x Vasco, clássico de maior público até aqui no Rio, teve menos de 20 mil pessoas no Maracanã, com um prejuízo de R$ 250 mil.

E o pior é que ao invés de trabalhar para reverter essa situação, a federação se conforma com migalhas. Sem que os clubes reajam. Que o futuro dos estaduais está longe de ser promissor, todos já sabemos. Mas, parafraseando aquele dito popular, cada campeonato tem o enterro que merece.

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