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CADA UM TERÁ O QUE MERECE DEPOIS DE FAZER O POVO BRASILEIRO SOFRER COM O VEXAME NA COPA DO MUNDO

O caso de Fred é emblemático. Antes da Copa do Mundo, o atacante negociava uma renovação milionária com o Fluminense e a Unimed, sob a ameaça velada de, depois, valorizado com a conquista do hexa, deixar o clube rumo ao futebol europeu se não tivesse a pedida de salário na casa de mais de R$ 1 milhão atendida. Hoje, o atacante entra para a história, para muitos, como o pior centroavante que a seleção já teve em um Mundial. Agora, seu poder de barganha, com qualquer equipe, é muito menor.
- Com certeza, qualquer clube que tinha interesse no jogador, vai pensar duas vezes antes de tomar qualquer decisão - afirmou Amir Somoggi, especialista em marketing esportivo.

Antes do começo da Copa, de acordo com o site especializado Transfermarkt, a seleção de Felipão valia cerca de R$ 1,4 bilhão. Esse valor deverá cair e o camisa 9 não é o único que deverá sofrer com isso. Como ele, alguns jogadores da seleção brasileira vivem momento de transição na carreira e deverão sofrer com a desvalorização causada pelo vexame em campos brasileiros. Daniel Alves, por exemplo, pode deixar o Barcelona. Seu destino pode ser afetado depois das atuações apagadas na Copa, inclusive com a ida para o banco de reservas nas duas últimas partidas. O mesmo cabe para Paulinho, em baixa no Tottenham, da Inglaterra.
- Mais do que a desvalorização dos jogadores, o que vai acontecer é uma desvalorização do futebol brasileiro, enquanto marca. O pior, sem dúvida, cairá sobre o Felipão - opinou Somoggi.

Não é apenas nas renovações e na elaboração de novos contratos dos jogadores que o desempenho pífio da seleção brasileira deverá interferir. Na hora de acertarem novos contratos de patrocínio, muitos nomes da equipe de Felipão deverão perceber que empresas já não estão tão dispostas assim a vincularem sua imagem.
- Nas empresas que são do meio do futebol, especialmente os fornecedores de material esportivo, a derrota não deverá ter interferência. Agora, as empresas que entram neste ramo do futebol esporadicamente, ou que entraram na onda por oportunismo, vão repensar as ações - afirmou o analista.

Mancha no currículo de campeões é recorrente

A vontade de entrar para sempre na galeria de heróis nunca é bem-sucedida para técnicos brasileiros. E Luiz Felipe Scolari é apenas mais um a integrar a lista dos que saíram da condição de campeão para a indesejável lista de fracassados.

Nem mesmo o multicampeão Zagallo escapou. Campeão em 1970 com uma seleção que até hoje é lembrada com saudade, o Velho Lobo aceitou repetir o desafio em 1974, sem os craques de antes. Perdeu para a Holanda no grupo das semifinais, foi criticado, mas não desistiu.

Foi o fiel escudeiro de Parreira na conquista do tetra, em 1994. Campeão, insistiu na consagração eterna. Quatro anos depois, na França, chegou à final, perdeu e continuou insistindo. Em 2006, reeditou com Parreira a dupla do tetra. O resultado foi outro fiasco: queda nas quartas de final para a França.

Aí foi a vez de Parreira repetir o erro. Certo de que o Brasil conquistaria a Copa em casa, o técnico do tetra em 1994, e do fracasso em 2006, voltou como coordenador de Felipão este ano.
- Essa foi a pior derrota da minha vida, mas também tive muitas vitórias. Essa derrota não vai sair de mim, mas temos de buscar novos objetivos - disse Scolari.

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