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Primeira Liga - Com calendário apertado, times da Libertadores cogitam jogar a Liga com sub-23


Um torneio criado pelos próprios clubes, mas que não é prioridade para eles. Parece um pouco estranho, mas a Primeira Liga (ou Sul-Minas-Rio) vai começar em 2016 como último torneio em importância no primeiro semestre para boa parte dos times que vão disputá-la. E pode até virar um ‘campeonato de desenvolvimento', usado para dar rodagem a jogadores da base.

Os dois times que disputam o torneio e também a Libertadores já admitiram que não vão mandar a campo os seus principais jogadores.

"Vamos com o sub-23 na primeira liga. Temos vários jogadores, que vão subir da base ou que estão retornando. E é importante para ter uma sequência de jogos. Já conversei bastante com o Aguirre, temos a condição de jogar com o time júnior ou o time B", disse Daniel Nepomuceno, presidente do Atlético-MG.

"Vamos ter que priorizar a Libertadores, num segundo momento vamos priorizar o Gaúcho e depois a Primeira Liga. Nós temos um grupo de transição, de jogadores que saíram e não queremos dispensar.

Estamos preparando ele e vamos com esse grupo", afirma Romildo Bolzan, o presidente do Grêmio.


O grande problema é que a Primeira Liga ficou ‘amassada' pelo calendário. Mesmo quem não disputa a Libertadores, divide o já apertado calendário com outros dois torneios: o estadual e a Copa do Brasil. Isso já gerou até reclamações de jogadores com o calibre de D'Alessandro.

"Acho que vai ser um ano difícil para todos. Vamos ter mais uma Copa, essa liga nova. Acredito que atrapalhe mais do que pode ajudar, essa é a minha opinião. O calendário já era apertado, imaginem agora como vai ficar. Importância temos que dar a todas as competições. O Gauchão para quem perde é pior, então tem que ganhar", disse o meia em entrevista à Rádio Gaúcha.

Assim, é bem provável que outros clubes resolvam mandar novatos à campo na Primeira Liga. Isso, porém, não é visto como um problema pelos presidentes dos clubes, apesar de poder diminuir o interesse dos torcedores no torneio.

"De forma nenhuma é um problema. Se for uma liga com todos os clubes com sub-23, todos vão ganhar. Hoje tenho um clube sub-23 com condições de disputar com time de Série A. Uma grande dificuldade que temos é dar uma sequência de jogos a quem sai da base e não tem sequência no profissional. Quando a gente atinge esse patamar que estamos, muitas vezes você sacrifica dois ou três anos desses jovens. Buscar parceiros ou campeonatos para trabalhar esse fortalecimento dos mais novos é essencial para a gente não ter que ficar todo ano buscar jogador fora", diz o atleticano Nepomuceno.

"O torneio é do campo, mas o que a Primeira Liga é um debate político, criara uma condição de corporação. Tenho esse conteúdo como o mais significativo da Primeira Liga", complementa o gremista Bolzan, diminuindo a importância futebolística do torneio.

A competição terá cinco datas para quem chegar a final, com início em 27 de janeiro e decisão em 31 de março. Além de Atlético-MG, Grêmio e Internacional, outros nove times disputarão a Primeira Liga: Flamengo, América-MG, Fluminense, Figueirense, Coritiba, Avaí, Atlético-PR e Criciúma.

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