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INVESTIGAÇÃO SOBRE O DESAPARECIMENTO DE AMARILDO TOMA NOVOS RUMOS

Uma moradora da Rocinha, na Zona Sul do Rio, voltou atrás no depoimento que deu sobre o desaparecimento do ajudante de pedreiro Amarildo de Souza, que completa dois meses neste sábado (14). Segundo ela, o ex-comandante da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da favela, major Edson Santos, a teria coagido a mudar o depoimento dado anteriormente.

Na declaração anterior, a mulher havia afirmado que traficantes teriam assassinado o ajudante de pedreiro, mas, no novo depoimento, a testemunha afirmou que o ex-comandante teria pedido que ela mentisse em troca do pagamento do aluguel de um imóvel fora da Rocinha. Ela negou, ainda, o envolvimento de Amarildo com criminosos.

A Polícia Civil investiga, ainda, o desaparecimento de um filho da testemunha, no dia 5 de setembro, cujo registro foi feito apenas um dia antes do novo depoimento da mulher. A ocorrência dá conta de que o rapaz, dependente químico, sumiu após levar um carregamento de drogas até o Caju, a pedido de um traficante conhecido como Catatau.

O ajudante de pedreiro desapareceu na noite de 14 de julho, depois de ser abordado e levado por policiais militares para uma averiguação na UPP da comunidade. Os policiais negam que tenham participação no crime. A Divisão de Homicídios (DH), responsável pelas investigações, trabalha com dois possíveis responsáveis: traficantes ou policiais militares.

Por telefone, o ex-comandante da UPP, major Edson Santos negou as declarações e informou que são todas mentirosas. Além disso, o oficial disse que entranhou o fato do depoimento ter sido feito logo após o desaparecimento do filho.

Reconstituições

A Polícia Civil realizou duas reconstituições do desaparecimento de Amarildo de Souza. A primeira foi feita no dia 1º de setembro e a segunda seis dias depois. Os policiais fizeram o caminho dos agentes que levavam o ajudante de pedreiro, dentro e fora da comunidade. Os peritos utilizaram dados do GPS do carro dos policiais militares para fazer o caminho.

Novo comando

Após as polêmicas, o comando da Unidade de Polícia Pacificadora foi trocado. O major Edson Santos, que comandava a UPP desde sua criação foi substituído pela major Pricilla de Azevedo, que comandou a primeira unidade do estado, no morro Santa Marta, em Botafogo.

Trajeto do veículo

O carro deixou a Rocinha, passou pela Zona Sul, e seguiu para a Zona Portuária do Rio. Depois, voltou para a Zona Sul e retornou pelo mesmo caminho, agora em direção ao Centro da cidade. No Batalhão de Choque, o comboio refez a primeira parada da viatura, desde a saída da Rocinha.

O caminho prosseguiu até a Lagoa Rodrigo de Freitas e um rápido retorno ao Centro da cidade, onde a viatura passou pelo Hospital da PM, além do Morro de São Carlos. Em seguida, partiu de novo para a Zona Sul e parou no Batalhão do Leblon. Após circular por mais de duas horas, voltou para a Rocinha.

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